Quando ela nasceu, as orelhinhas saíram meio amassadas, meio "dumbinhas", olhando vesguinhas pra mim, pedindo que pensasse rápido.
Passei meses grudando aquela cartilagenzinha mole na cabeça cabeludinha com esparadrapo micropore, esparadrapo comum que gruda melhor e até fita crepe. Limpei as dobrinhas com cotonete e óleo Johnson, para não criarem casquinhas. Pendurei brinquinhos de bolinha, de florzinha, de bichinhos, de ouro, de 1,99...
Uma vez, apliquei Reiki para desentupir o ouvido esquerdo quando esse era o único recurso que restava a uma mãe insone, numa madrugada chuvosa e sem carro, na Praia Brava de Ubatuba.
Cuidei que pelos tímpanos só entrassem sons bacanas, palavras suaves, músicas bonitas, notícias interessantes.
Confesso que precisei puxá-las um pouquinho vez em quando, claro, que isso também faz parte de toda uma cadeia de amores auriculares.
Zelei por essas orelhas por mais de 15 anos! Até que uma bela noite, dona Bartira Mannini me chega em casa toda curuminha, com fones no ouvido e um alargador em cada lóbulo, maiores que o ilhós da cortina da sala!
Quanto mais crescem aquelas orelhas, mais aumentam minhas OLHEIRAS.
(post maternal de 16 de maio de 2012, resgatado entre os escombros do Facebook)
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