- Oh, cigana, o que lês em minhas mãos?
- És menino e tens a’lma cristalina
Teu futuro, abrirás com pés no chão
Caminha, pois, sob a luz que o destina.
- Oh, cigana, o que vês em minhas mãos?
- És homem de coragem pequenina
Tens no peito orgulho cego e ilusão
Desperta, pois, e ilumina tua sina.
- Oh, cigana, o que fiz com minhas mãos?
Por que nelas não enxergo uma linha?
Ergui, pois, meu alto eu na escuridão?
- És já velho e teus ais não te adivinhas!
Construíste, pois, tua vida em solidão
Porque sobre tuas mãos negaste as minhas.
(Sonetinho diet... cortei os palavrões. Só por hoje!)
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